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Modalidades
Atletismo - Desde os Jogos de Roma, em 1960, o atletismo
faz parte oficialmente do esporte paraolímpico. As primeiras medalhas do Brasil em paraolimpíadas
nesta modalidade vieram em 1984, em Nova Iorque e em Stoke Mandeville, Inglaterra. Atletas com
deficiência física e visual, de ambos os sexos, podem praticar a modalidade. As provas são de
acordo com a deficiência dos competidores, divididas entre corridas, saltos, lançamentos e
arremessos.
Nas provas de pista (corridas), dependendo do grau de deficiência visual do
atleta, ele pode ser acompanhado por um atleta-guia, que corre ao seu lado ligado por uma
cordinha. O guia tem a função de direcionar o atleta, mas não deve puxá-lo, sob pena de
desclassificação. As competições seguem as regras da Federação Internacional de Atletismo
(IAAF), com algumas adaptações para o uso de próteses, cadeira de rodas ou guia, mas sem
oferecer vantagem em relação aos seus adversários.
Basquetebol em Cadeira de Rodas- O basquete em cadeira de rodas começou a ser praticado
nos Estados Unidos, em 1945. Os jogadores eram ex-soldados do exército norte-americano feridos
durante a 2ª Guerra Mundial. A modalidade é uma das poucas que esteve presente em todas as
edições dos Jogos Paraolímpicos.
Nesta categoria, as mulheres disputaram a primeira paraolimpíada em Tel Aviv, em 1968. O
basquete em cadeira de rodas foi a primeira modalidade paraolímpica a ser praticada no Brasil,
em 1958. A modalidade é praticada por atletas de ambos os sexos que tenham alguma deficiência
físico-motora de acordo com as regras adaptadas da Federação Internacional de Basquete em
Cadeira de Rodas (IWBF).
As cadeiras são adaptadas, padronizadas e previstas em regras. A cada dois toques na cadeira,
jogador deve quicar, passar ou arremessar a bola. As dimensões da quadra e a altura da cesta
são as mesmas do basquete olímpico.
Bocha- A bocha estreou no programa paraolímpico oficial em 1984 na cidade de Nova Iorque,
com disputas individuais no feminino e masculino. Competem paralisados cerebrais severos que
utilizam cadeira de rodas. Em Atlanta 1996 foi incluído o jogo de duplas. O objetivo do jogo é
lançar bolas coloridas o mais perto possível de uma bola branca chamada de “jack” (conhecida
no Brasil como “bolim”).
É permitido o uso das mãos, dos pés ou de instrumentos de auxílio para atletas com grande
comprometimento nos membros superiores e inferiores. Há três maneiras de se praticar o esporte:
individual, duplas ou equipes. Antes de começar a partida, o árbitro tira na moeda (cara ou
coroa) o direito de escolher se quer competir com as bolas de couro vermelhas ou azuis. As
partidas ocorrem em quadras cobertas, planas e com demarcações no piso.
As partidas são divididas em “ends”, que só terminam após o lançamento de todas as bolas.
Um limite de tempo é estabelecido por “end”, de acordo com o tipo de disputa. Nas competições
individuais, são quatro “ends” e os atletas jogam seis esferas em cada um deles. Nas duplas,
os confrontos têm quatro partes e cada atleta tem direito a três bolas por período. Quando a
disputa é por trios, seis “ends” compõem as partidas. Neste caso, todos os jogadores têm
direito a duas esferas por parte do jogo.
Ciclismo- O ciclismo começou na década de 80, quando somente deficientes visuais
competiam. Anos depois ,o Brasil estreou nos Jogos Paraolímpicos, em Barcelona 1992.
Paralisados cerebrais, deficientes visuais, amputados e lesionados medulares (cadeirantes), de
ambos os sexos, competem no ciclismo.
A Paraolimpíada de Nova Iorque 1984 foi a primeira com atletas paralisados cerebrais,
amputados e deficientes visuais. Em Seul 1988, o ciclismo de estrada entrou no programa
oficial de disputas. A partir de Atlanta 1996, cada tipo de deficiência passou a ser avaliado
de forma específica. Na edição dos jogos em Beijing foram incluídas provas de velódromo.
Paralisados cerebrais, deficientes visuais, amputados e lesionados medulares (cadeirantes),
de ambos os sexos, competem no ciclismo.
Existem duas maneiras de ser praticada: individual ou em equipe. As regras seguem as da União
Internacional de Ciclismo (UCI), mas com pequenas alterações relativas à segurança e
classificação dos atletas. As bicicletas podem ser de modelos convencionais ou triciclos para
paralisados cerebrais, segundo o grau de lesão. O ciclista cego compete em uma bicicleta
dupla – conhecida como “tandem” – com um guia no banco da frente dando a direção. Para os
cadeirantes, a bicicleta é “pedalada” com as mãos: é o handcycling. As provas são de velódromo,
estrada e contra-relógio.
No velódromo, as bicicletas não têm marchas e a competição acontece em uma pista oval que tem
entre 250 e 325 metros de extensão. Velocidade em todas as provas é fundamental. Na estrada,
os ciclistas de cada categoria largam ao mesmo tempo. As competições são as mais longas da
modalidade, com até 120 km de percurso. As disputas contra-relógio exigem mais velocidade que
resistência. Os atletas largam de um em um minuto, pedalando contra o tempo. Nesta prova a
posição dos ciclistas na pista não diz, necessariamente, a colocação real em que se encontram,
pois tudo depende do tempo.
Esgrima em Cadeira de Rodas- Modalidade para atletas em cadeiras de rodas.O programa
tem 15 provas - equipes e individuais, masculinas e femininas, em florete e espada. Só os
homens é que competem com sabre. As cadeiras de rodas são presas ao chão para dar estabilidade
e permitir a liberdade de movimentos na parte superior do corpo do esgrimista. Os atletas
estão ligados a uma caixa eletrônica que conta os toques da arma.
Nas provas individuais, o primeiro esgrimista a marcar 5 toques em pools e 15 toques em
eliminação direta é declarado vencedor.Nas provas por equipe, ganham os primeiros a marcar 45
toques. A esgrima em cadeiras de rodas foi inserida nos Jogos Paraolímpicos de Roma 1960.
Futebol de Cinco- Existem relatos que no Brasil, na década de 50, cegos jogavam
futebol com latas. Em 1978, nas Olimpíadas das APAES, em Natal, foi realizado o primeiro
campeonato de futebol com jogadores deficientes visuais. A primeira Copa Brasil foi em 1984,
na capital paulista. Das quatro edições da Copa América, os brasileiros trouxeram três ouros:
em 1997, na capital paraguaia Assunção; em 2001, na cidade paulista de Paulínia; e em 2003,
na capital colombiana de Bogotá – título que garantiu a presença da seleção em Atenas.
Em Buenos Aires, em 1999, na Copa América, os brasileiros ganharam dos argentinos. Em 1998, o
Brasil sediou o primeiro Mundial de futebol e levou o título. Dois anos depois, em Jerez de
La Frontera, na Espanha, a seleção se sagrou campeã novamente. Em Atenas 2004 a seleção
masculina do Brasil estreou nos Jogos Paraolímpicos e conquistou a medalha de ouro numa
vitória sobre a Argentina por 3 a 2 nos pênaltis. O futebol de cinco é exclusivo para cegos
ou deficientes visuais.
As partidas normalmente são em uma quadra de futsal adaptada, mas desde os Jogos Paraolímpicos
de Atenas também vem sendo praticado em campos de grama sintética. O goleiro tem visão total
e não pode ter participado de competições oficiais da FIFA nos últimos cinco anos. Junto às
linhas laterais, são colocadas bandas que impedem que a bola saia do campo. Cada time é
formado por cinco jogadores – um goleiro e quatro na linha. Diferente dos estádios com a
torcida gritando, as partidas de futebol de cinco são silenciosas, em locais sem eco.
A bola tem guizos internos para que os atletas consigam localizá-la. A torcida só pode se
manifestar na hora do gol. Os jogadores usam uma venda nos olhos e se tocá-la é falta. Com
cinco infrações o atleta é expulso de campo e pode ser substituído por outro jogador.
Há ainda um guia, o “chamador”, que fica atrás do gol, para orientar os jogadores, dizendo
onde devem se posicionar em campo e para onde devem chutar. O jogo tem dois tempos de 25
minutos cada e um intervalo de 10 minutos.
Futebol de Sete- Em 1978 surgiu o futebol de 7 para paralisados cerebrais. E foi na
cidade de Edimburgo, na Escócia, que aconteceram as primeiras partidas. A primeira
Paraolimpíada em que a modalidade esteve presente foi em Nova Iorque 1984. Em Barcelona 1992,
o Brasil estreou nos Jogos Paraolímpicos e ficou em sexto lugar. O futebol de sete é praticado
por atletas do sexo masculino, com paralisia cerebral, decorrente de seqüelas de traumatismo
crânio-encefálico ou acidentes vasculares cerebrais.
As regras são da FIFA, mas com algumas adaptações feitas pela Associação Internacional de
Esporte e Recreação para Paralisados Cerebrais (CP-ISRA). O campo tem no máximo 75 m x 55 m,
com balizas de 5 m x 2 m e a marca do pênalti fica a 9,20m do centro da linha de gol. Cada
time tem sete jogadores (incluindo o goleiro) e cinco reservas. A partida dura 60 minutos,
divididos em dois tempos de 30, com um intervalo de 15 minutos. Não existe regra para
impedimento e a cobrança lateral pode ser feita com apenas uma das mãos, rolando a bola no
chão. Os jogadores pertencem às classes menos afetadas pela paralisia cerebral e não usam cadeira
de rodas.
Goalball- O goalball foi criado em 1946 pelo austríaco Hanz Lorezen e pelo alemão Sepp
Reindle, que tinham como objetivo reabilitar veteranos da Segunda Guerra Mundial que perderam
a visão. Nos Jogos de Toronto 1976, sete equipes masculinas apresentaram a modalidade aos
presentes. Dois anos depois foi realizado o primeiro Campeonato Mundial de Goalball, na
Áustria. Em 1980, na Paraolimpíada de Arnhem, o esporte passou a integrar o programa
paraolímpico. Em 1982, a Federação Internacional de Esportes para Cegos (IBSA) começou a
gerenciar a modalidade. As mulheres entraram para o goalball nas Paraolimpíadas de Nova
Iorque, em 1984.
A modalidade foi implementada no Brasil em 1985. Inicialmente, o Clube de Apoio ao Deficiente
Visual (CADEVI) e a Associação de Deficientes Visuais do Paraná (ADEVIPAR) realizaram as
primeiras partidas. O primeiro campeonato brasileiro de goalball foi realizado em 1987. Ao
contrário de outras modalidades paraolímpicas, o goalball foi desenvolvido exclusivamente
para pessoas com deficiência – neste caso, a visual.
A quadra tem as mesmas dimensões da de vôlei (9 m de largura por 18 m de comprimento). As
partidas duram 20 minutos, com dois tempos de 10. Cada equipe conta com três jogadores
titulares e três reservas. De cada lado da quadra tem um gol com nove metros de largura e 1,2
de altura. Os atletas são, ao mesmo tempo, arremessadores e defensores.
O arremesso deve ser rasteiro e o objetivo é balançar a rede adversária. A bola possui um
guizo em seu interior que emite sons – existem furos que permitem a passagem do som – para
que os jogadores saibam sua direção. O goalball é um esporte baseado nas percepções tátil e
auditiva, por isso não pode haver barulho no ginásio durante a partida, exceto no momento
entre o gol e o reinício do jogo. A bola tem 76 cm de diâmetro e pesa 1,25 kg. Sua cor é
alaranjada e é mais ou menos do tamanho da de basquete. Hoje o goalball é praticado em 112
países nos cinco continentes.
Halterofilismo- O halterofilismo apareceu pela primeira vez em uma paraolimpíada, em
1964, em Tóquio. A deficiência dos atletas era exclusivamente lesão da coluna vertebral. Até
os Jogos de Atlanta 1996, somente os homens competiam. Quatro anos depois, em Sydney, as
mulheres entraram de vez para a modalidade. Atualmente, 109 países possuem halterofilistas
paraolímpicos.
O Brasil estreou nos Jogos de Atlanta, com o atleta Marcelo Motta. No halterofilismo, os
atletas permanecem deitados em um banco, e executam um movimento conhecido como supino. A
prova começa no momento em que a barra de apoio é retirada – com ou sem a ajuda do auxiliar
central – deixando o braço totalmente estendido. O atleta flexiona o braço descendo a barra
até a altura do peito.
Em seguida, elevam-na até a posição inicial, finalizando o movimento. Hoje, competem atletas
com deficiência física nos membros inferiores ou paralisia cerebral. As categorias são
subdivididas pelo peso corporal de cada um. São dez categorias femininas e dez masculinas. O
atleta pode realizar o movimento três vezes, sendo validado o maior peso. Os árbitros ficam
atentos à execução contínua do movimento e à parada nítida da barra no peito.
Hipismo- A estréia paraolímpica do hipismo foi nos Jogos de Nova Iorque, em 1984. Três
anos depois, foi realizado o primeiro Mundial, na Suécia. Mas a modalidade precisava se
desenvolver quantitativamente ainda e só voltou ao programa oficial na Paraolimpíada de
Sydney 2000.
A única disciplina do Hipismo do Programa Paraolímpico é o adestramento. Em março de 2002,
nasceu o hipismo paraolímpico nacional a partir de um curso promovido pela Confederação
Brasileira de Hipismo (CBH). O hipismo paraolímpico é praticado por atletas com vários tipos
de deficiência, em cerca de 40 países.
A competição de hipismo é mista, ou seja, cavaleiros e amazonas competem juntos nas mesmas
provas. Outra característica da modalidade é que não só os competidores recebem medalhas, mas
os cavalos também.
Judô- A arte marcial foi a primeira modalidade de origem asiática a entrar no programa
paraolímpico. Praticada desde a década de 70, teve sua estréia nas Paraolimpíadas em Seul
1988. Na época, só lutaram os homens com deficiência visual. E assim foi em Barcelona,
Atlanta e Sydney.
Os Jogos Paraolímpicos de Atenas 2004 marcam a entrada das mulheres nos tatames. A entidade
responsável pelo esporte é a Federação Internacional de Esportes para Cegos, fundada em Paris,
em 1981. O judô é a quarta modalidade brasileira a subir no pódio paraolímpico. Atlanta 1996
teve um significado especial: o Brasil conquistou pela primeira vez a medalha de ouro com o
judoca Antônio Tenório da Silva, na categoria até 86 kg. Em Sydney, Tenório foi novamente
campeão paraolímpico, desta vez na categoria até 90kg. O atleta repetiu o fato em Beijing e
entrou para a história do esporte paraolímpico.
Natação- A natação está presente no programa oficial de competições desde a primeira
paraolimpíada em Roma 1960. O Brasil começou a brilhar em Stoke Mandeville (1984), onde
conquistou cinco medalhas de ouro. E hoje uma potência da natação paraolímpica, tendo vários
atletas recordistas mundiais. Na natação competem atletas com todos os tipos de deficiência
física e visual em provas dos 50 m aos 400 m no estilo livre, dos 50 m aos 100 m nos estilos
peito, costas e borboleta. O medley é disputado em provas de 150 m e 200 m.
As provas são divididas nas categorias masculino e feminino, seguindo as regras do IPC Swimming, órgão responsável pela natação no
Comitê Paraolímpico Internacional. As adaptações são feitas nas largadas, viradas e chegadas.
Os nadadores cegos recebem um aviso do “tapper”, por meio de um bastão com uma ponta de
espuma, quando estão se aproximando das bordas.
A largada também pode ser feita na água, no caso de atletas de classes mais baixas, que não
conseguem sair do bloco. As baterias são separadas de acordo com o grau e o tipo de
deficiência.
Rúgbi em Cadeira de Rodas- O rúgbi é um esporte para atletas com quadriplegia. Podem
disputar a modalidade homens e mulheres em equipes mistas. O rúgbi em cadeira de rodas foi um
esporte de demonstração nos Jogos de Atlanta e foi incluído no programa dos Jogos de Sydney,
em 2000.
Tênis de Mesa- O tênis de mesa é um dos mais tradicionais esportes paraolímpicos,
disputado desde os Jogos de Roma tanto no masculino quanto no feminino. Todas as edições dos
Jogos Paraolímpicos tiveram disputas da modalidade. Com o passar dos anos, ocorreram algumas
mudanças.
Desde os Jogos de Roma 1960 até Tel Aviv 1968, eram disputadas partidas no individual e em
duplas. Em Heidelberg 1972 começaram as disputas por equipes. Toronto 1976 e Arnhem 1980 só
tiveram disputas de jogos simples e por equipe. O open entrou no calendário paraolímpico
oficial nos Jogos de 1984 e em Seul 1988. Em Barcelona 1992, as disputas passaram a ser
apenas no individual e por equipe. Já em Atenas, também teve disputa de duplas. A história do
tênis de mesa no Brasil se confunde com a do Comitê Paraolímpico Brasileiro (CPB), pois a
modalidade começou com a fundação do Comitê, em 1995.
No tênis de mesa participam atletas do sexo masculino e feminino com paralisia cerebral,
amputados e cadeirantes. As competições são divididas entre atletas andantes e cadeirantes.
Os jogos podem ser individuais, em duplas ou por equipes. As partidas consistem em uma melhor
de cinco sets, sendo que cada um deles é disputado até que um dos jogadores atinja 11 pontos.
Em caso de empate em 10 a 10, vence quem primeiro abrir dois pontos de vantagem.
A raquete pode ser amarrada na mão do atleta para facilitar o jogo. A instituição responsável
pela modalidade é a Federação Internacional de Tênis de Mesa (ITTF). Em relação ao tênis de
mesa convencional existem apenas algumas diferenças nas regras, como na hora do saque para a
categoria cadeirante.
Tênis em Cadeira de Rodas- O tênis em cadeira de rodas foi criado em 1976, nos Estados
Unidos, por Jeff Minnenbraker e Brad Parks. Eles construíram as primeiras cadeiras adaptadas
para o jogo e o difundiram pelo seu País. Em 1977,foi realizado o primeiro torneio da
modalidade, em Griffith Park, na Califórnia. O primeiro campeonato nacional nos EUA aconteceu
em 1980. Oito anos depois, foi fundada a Federação Internacional de Tênis em Cadeira de Rodas
(IWTF).
Em 1988, a modalidade foi exibida nos Jogos Paraolímpicos de Seul. Em 1991, a entidade foi
incorporada à Federação Internacional de Tênis (ITF), que hoje é a responsável pela
administração, regras e desenvolvimento do esporte em nível global. Barcelona 1992 foi o
marco para o tênis em cadeira de rodas, pois passou a valer medalhas. Desde então, homens e
mulheres disputam medalhas nas quadras em duplas ou individuais.
Tiro- O tiro estreou na Paraolimpíada de Toronto 1976. Na época, somente os homens
competiram. Já nos Jogos de Arnhem 1980, na Holanda, as mulheres entraram com tudo nas
disputas, inclusive nas provas mistas. Em 1984, as provas paraolímpicas mistas deixaram de
existir, sendo retomadas em Barcelona.
Na ocasião, a categoria mista voltou em substituição ao feminino. A volta dos três tipos de
disputa aconteceu nos Jogos de Atlanta 1996. Nos Jogos Paraolímpicos de Sydney 2000, a disputa
pelo ouro aconteceu entre homens, mulheres e nos confrontos entre ambos. No Brasil, a
modalidade começou a ser praticada em 1997, no Centro de Reabilitação de Polícia Militar do
Rio de Janeiro.
O tiro exige precisão apurada. O Comitê de Tiro Esportivo do Comitê Paraolímpico Internacional
(IPC) é responsável pela administração da modalidade. As regras das competições têm apenas
algumas adaptações. Pessoas amputadas, paraplégicas, tetraplégicas e com outras deficiências
locomotoras podem competir tanto no masculino como no feminino.
As regras variam de
acordo com a prova, a distância, o tipo do alvo, posição de tiro, número de disparos e o tempo
que o atleta tem para atirar. Em cada competição as disputas ocorrem numa fase de
classificação e numa final. As pontuações de ambas as fases são somadas e vence quem fizer
mais pontos. O alvo é dividido em dez circunferências que valem de um a dez pontos e são
subdivididas, cada uma, entre 0.1 e 0.9 pontos. A menor e mais central circunferência é a que
vale mais, dez pontos. Sendo assim, o valor máximo que pode ser conseguido é de 10.9.
A tecnologia está sempre presente na modalidade. Durante os Jogos Paraolímpicos, os alvos são
eletrônicos e os pontos são imediatamente projetados num placar. Nem as roupas e as armas
utilizadas fogem da evolução tecnológica. Há diferença das vestimentas nas provas para cada
tipo de arma. Nas competições de rifle, por exemplo, é necessário usar uma roupa com a
espessura estipulada pela ISSF. Em eventos de pistola, os atiradores só são obrigados a usar
sapatos especiais feitos de tecido, que dão mais estabilidade aos atletas.
Tiro com Arco- O objetivo do arqueiro é lançar flechas no alvo marcado com dez anéis
concêntricos, aumentando a pontuação quanto menor e mais perto for a flecha do menor centro
do alvo.Acertar no alvo vale 10 pontos. O esporte é praticado geralmente ao ar livre.O alvo é
colocado em distâncias diferentes entre 30 e 90 metros. Nos Jogos Paraolímpicos, a distância
é 70 metros.
Nas competições em ambientes fechados, as distâncias variam entre 18 e 25 metros. O tamanho do
alvo também varia com a distância.Em maiores distâncias, tem o diâmetro de 122 cm e nos 18
metros, mede 40 cm de diâmetro. O tiro com arco é uma modalidade para atletas com deficiência
motora, disputadas individualmente ou em equipe. Podem competir em cadeiras de rodas ou de
pé, com um total de 7 provas. A modalidade tornou-se paraolímpica nos Jogos de Roma em 1960.
Remo- Nos anos 80, a Superintendência de Desportos do Rio de Janeiro (SUDERJ) iniciou
um programa da reabilitação com o remo, que foi batizado de “Remo Adaptado”. Pessoas com
deficiência física (lesão medular, pólio e paralisia cerebral), mental e, mais tarde,
deficientes auditivos se beneficiaram do programa. Além da reabilitação e lazer, o objetivo
era melhorar a qualidade de vida, por meio da inserção social e dos benefícios à saúde, ambos
oriundos da prática esportiva.
Em 2001, a Federação Internacional de Remo (FISA) solicitou formalmente ao Comitê
Paraolímpico Internacional (CPI) a inclusão do remo nos Jogos Paraolímpicos de 2008. Em julho
de 2005 a CBR reativou seu Departamento de Remo Adaptável. O Brasil foi representado em
Beijing por nove atletas.O remo é o caçula das modalidades do quadro de esportes paraolímpicos.
Ele entrou no programa em 2005 e fez sua extreia nos Jogos Paraolímpicos de Beijing.
O termo "adaptado" quer dizer que o equipamento é modificado para a prática do esporte e não
propriamente "adaptado" a cada atleta. A Federação Internacional de Remo (FISA) é o órgão
máximo do remo mundial. As corridas são realizadas num percurso de 1000 metros para todas as
quatro classes.
Vela- Pessoas com deficiência locomotora ou visual podem competir na modalidade. Dois
tipos de barco são utilizados nas competições internacionais. Os barcos da classe 2.4mR são
tripulados por um único atleta, pesam 260 quilos e possuem 4,1m de comprimento. Os barcos da
classe sonar são tripulados por uma equipe de três pessoas, que deve ser classificada em função
dos tipos de deficiência.
Esses barcos são maiores, pesando cerca de 900 Kg e medindo cerca de 7 m. Tanto o 2.4mR como o
Sonar são barcos de quilha, uma peça de metal situada abaixo do casco do barco que impede que
ele vire. As competições são chamadas de regatas e os percursos são sinalizados com bóias. Duas
rotas devem ser percorridas pelos velejadores. A sinalização dos trajetos é alterada de acordo
com as condições climáticas do dia. Caso a direção e a força do vento se alterem, as bóias são
reposicionadas.
A organização de cada torneio tem um barco com pessoas responsáveis por monitorar as condições
do vento e alterar a colocação da sinalização do percurso. Em ambos os tipos de embarcações, as
competições consistem em uma série de nove disputas em separado. Ganha cada prova quem percorrer
o trajeto em menor tempo.
O vencedor conquista um ponto, o segundo fica com dois e assim por diante. Ao final das nove
disputas, o pior resultado é descartado e quem tiver a menor soma de pontos é declarado campeão.
Os vencedores das regatas normalmente são os velejadores que conseguem imprimir uma maior
velocidade nos barcos, realizar melhores manobras e buscar as melhores condições de vento
(tática de regata).
Vôlei Sentado- O voleibol sentado é um esporte para atletas com deficiência física.
Existem provas de voleibol de pé e sentado, embora apenas as provas sentadas tenham sido
incluídas no programa de Atenas 2004 O voleibol sentado é jogado num campo menor, (10x6m)
com rede mais baixa (1.15m para homens e 1.05m para mulheres) e cada jogo é composto por um
total de 5 sets.
Cada dos primeiros 4 sets está completo quando a equipe marcar 25 pontos com uma diferença de
pelo menos 2 pontos sobre o adversário. Ganha o jogo a primeira equipe que vencer os primeiros
sets. O time tem 12 jogadores e um líbero. O voleibol sentado é um desporto para atletas com
deficiência física. Existem provas de voleibol de pé e sentado, embora apenas as provas
sentadas tenham sido incluídas no programa de Atenas 2004.
(Fonte:Comitê Paraolímpico Brasileiro)
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